CLUBE PRIVÉ

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COMO É O “CLUBINHO” PARTICULAR QUE O PAISAGISTA GILBERTO ELKIS CRIOU PARA ABRIGAR COLEÇÕES, REUNIR AMIGOS, COZINHAR E SE DIVERTIR

Um período de chuva incessante foi decisivo para a criação do "clubinho" - o espaço que o paisagista Gilberto Elkis, 55 anos, mantém numa rucla da Vila Madalena. Quase todos os dias ele caminha três quadras do seu apartamento até uma reformada casa da década de 40, com 60 metros quadrados, para receber amigos, cozinhas, beber, se divertir e também dar abrigo para suas coleções. " Eu tinha essa casa, de um quarto, sala, cozinha e banheiro, que estava sem alugar. Primeiro quebrei as paredes para guardar minhas motos, já que no prédio onde moro elas estavam criando problema", recorda Gilberto. Ao decidir transformar o imóvel em garagem, ele percebeu que poderia extrair dali uma matéria-prima essencial para seu trabalho: terra. " Chovia muito e meus jardineiros estavam parados. Escavando, tiramos 3 mil sacos com 40 quilos de terra cada um. Resolvi um problema, mas fiquei com um buraco no terreno." A solução? Convertê-lo em adega. Era o primeiro movimento na construção do "clubinho". Os vizinhos pediam uma cozinha, que Gilberto fez nos fundos da casa. Sobre ela, veio o salão de jogos e, com mais uma laje, o solário, com espreguiçadeiras e uma vista sensacional do bairro. "Passei o réveillon aqui. Fiz uma festa para 30 pessoas. Teve até queima de fogos", diz Gilberto, com um leve brilho nos claríssimos olhos azuis. Além de servir para a celebração de passagem de ano, o "clubinho" jpa foi sede de eventos para até 150 pessoas. Concebido para ser um refúgio, tornou-se também um espaço para que as coisas aconteçam, seja um jantar informal ou um encontro da confraria da qual Elkis faz parte e que se dedica a bolas as edições da revista Audi. Não por acaso, a decoração do "clubinho" diz muito sobre hábitos e gostos do seu dono. Um bom exemplo está num canto do solário: um pequeno guindaste foi instalado para içar engradados de cerveja. É uma engenhoca que facilita bastante o trabalho de subir as duas escadas que levam ao topo da construção, uma delas em caracol.

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