CONFRARIA BOÊMIA

CONFRARIA BOÊMIA

TENDO COMO CARROCHEFE O DRINQUE CAJU AMIGO, O BAR PANDORO ERA UM ÍCONE DA BOEMIA PAULISTANA NOS ANOS 50 E 60.

Inaugurado na Avenida Cidade Jardim, em 1953, o bar Pandoro se tornou ao longo de quase seis décadas um dos maiores símbolos da boemia paulistana. Gente como o arquiteto (e vencedor do prêmio Pritzker) Paulo Mendes da Rocha, a jornalista Barbara Gancia e o publicitário Washington Olivetto batiam ponto no happy hour da casa, célebre pelo Caju Amigo, drinque à base de caju e vodca criado em 1972 pelo barman Guilhermino Ribeiro dos Santos. Em seus últimos tempos, entretanto, o Pandoro experimentou a decadência com a queda progressiva de clientes e, imerso em dívidas, fechou as portas em julho de 2006. Na época, o então gerente Adriano Albergaria de Macedo explicou qual teria sido o tiro de misericórdia: “Depois dos ataques do PCC, em maio, o movimento caiu pela metade e não se recuperou mais”. Naquele ano, integrantes da Confraria do Caju Amigo se reuniram na frente do bar no Natal e sentaram às mesas, na calçada, de roupas pretas. Em 2007 repetiram a dose. No ano seguinte, quatro sócios saldaram as dívidas da marca e reabriram o Pandoro no mesmo endereço com pinta de boteco chique, mas a magia não se repetiu e o bar fechou as portas definitivamente em 2011.

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